
Com direção de Marcelo Galvão, road movie reúne elenco inclusivo do primeiro filme e apresenta novos atores
A H2O Films, em parceria com a Gatacine e a Globo Filmes, lança no próximo dia 13 de agosto “Colegas e o Herdeiro” em mais de 250 salas de cinema por todo o Brasil. Dirigido por Marcelo Galvão, o longa traz a aguardada sequência do sucesso de 2012 em uma nova história rodada no Rio Grande do Sul e no Uruguai. A obra dá continuidade à jornada iniciada no original “Colegas” (2012), produção que se tornou um marco no cinema inclusivo mundial ao consagrar-se em diversas competições, como o Festival de Gramado, onde venceu o Kikito de Melhor Filme.
A estreia contará com ações especiais na rede Cinemark. Para celebrar o lançamento, a exibidora disponibiliza a promoção “Cinema 2 em 1”, na qual a compra de um ingresso dá direito a um segundo bilhete, tanto nas bilheterias físicas quanto pelo site. Além disso, no dia 15 de agosto, todas as unidades da rede no país realizam uma Sessão Azul especial do longa. A iniciativa é adaptada para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e seus familiares, contando com som reduzido, iluminação suave e liberdade de circulação pela sala.
A produção é assinada por Rafael Yoshida e Marcelo Galvão, com coprodução da Globo Filmes e distribuição da H2O Films. A direção de fotografia é de Rodrigo Tavares (AIP) e Eduardo Makino, com direção de arte de Zenor Ribas e trilha sonora original composta por Ed Côrtes.
Na nova trama de “Colegas e o Herdeiro”, um grupo de colegas foge do instituto em uma ousada viagem clandestina para reencontrar o amigo Stallone, que vive no Uruguai em meio a uma disputa pela herança de um hotel. A bordo de um avião de carga rumo a Punta del Este, o que deveria ser apenas uma visita transforma-se em uma perigosa aventura quando cruzam o caminho de contrabandistas de pedras preciosas.
Mantendo o DNA de inclusão e representatividade, “Colegas e o Herdeiro” amplia o escopo com um elenco formado por dezenas de atores com síndrome de Down, autismo, síndrome de Williams e outras deficiências intelectuais. O filme reforça a missão de dar protagonismo e visibilidade a esses talentos em uma produção de alto nível técnico e artístico. A construção desse elenco começou com a procura do elenco por todo o Brasil, que buscou PCDs para além dos atores e atrizes com síndrome de Down e contou com a participação de mais de 70 jovens em papéis coadjuvantes e figuração.
Sob a direção e roteiro de Marcelo Galvão, o filme conta com um elenco estelar, incluindo Ariel Goldenberg, Breno Viola, Rita Pokk, João Vitor de Paiva Bittencourt, Deto Montenegro, Luiza Godoi, Thogun Teixeira e Fafy Siqueira. “Meu objetivo com ‘Colegas e o Herdeiro’ foi mostrar que encontrar Breno, Rita e Ariel, protagonistas do primeiro filme, não foi apenas sorte. Existem muitos atores e atrizes com deficiência intelectual extremamente talentosos, que merecem espaço e oportunidades na arte”, afirma Galvão. “Nesta nova aventura, temos vários protagonistas, cada um com suas particularidades e seu talento, capazes de fazer o público rir, se emocionar e torcer por eles.” A produção também presta homenagem à atriz Amélia Bittencourt e a Marçal Souza (“Colegas”, “O Matador”, “Pixote: A Lei do Mais Fraco”, “O Beijo da Mulher Aranha”), produtor executivo com deficiência visual que faleceu um pouco antes das filmagens. Na abertura do longa, uma tela completamente preta faz referência à cegueira de Marçal, enquanto sua voz conduz uma breve apresentação de sua trajetória, em um tributo ao seu legado e à sua contribuição para o projeto e para o cinema brasileiro.
“Colegas e o Herdeiro” também chega aos cinemas carregando a responsabilidade de dar continuidade ao legado do primeiro filme, mas sem buscar repetir sua trajetória. “Em vez de tentar superar ‘Colegas’ artisticamente ou repetir sua trajetória nos festivais, preferi concentrar meus esforços em valorizar a diversidade desse elenco extraordinário de jovens com deficiência. Buscamos construir uma narrativa que envolvesse o público e revelasse o talento de cada um deles, justamente em suas diferenças e particularidades”, explica Marcelo Galvão. “O que falta não é talento, mas oportunidade.”
Em julho de 2025, “Colegas e o Herdeiro” teve sua estreia internacional na Rússia durante o Zerkalo International Film Festival, na cidade de Ivanovo. Já em outubro do mesmo ano, o filme estreou nos Estados Unidos, no Los Angeles Brazilian Film Festival (LABRFF), vencendo o Prêmio Especial do Júri. Logo depois, a produção foi exibida em Orlando durante o LABRFF-Orlando, onde conquistou o prêmio de Melhor Fotografia, além de integrar a seleção da 49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo com sessões na “Mostrinha”, voltada ao público infanto-juvenil. Em maio de 2026, o longa competiu na Sibéria (Rússia) no Hero International Film Festival, evento dedicado a produções com heróis que servem de exemplo para a nova geração, onde consagrou-se vencedor na categoria de Melhor Longa-Metragem para Crianças e Jovens. Recentemente, participou ainda da mostra não-competitiva do Bonito CineSur, festival de cinema sul-americano em Bonito (MS).
SINOPSE
Para reencontrar o amigo Stallone, que vive no Uruguai em meio a uma disputa pela herança de um hotel, um grupo de colegas foge do instituto em uma ousada viagem clandestina. A bordo de um avião de carga rumo a Punta del Este, o que deveria ser apenas uma visita transforma-se em uma perigosa aventura quando cruzam o caminho de contrabandistas de pedras preciosas.
ELENCO
Amélia Bittencourt (In memoriam)
Ariel Goldenberg
Breno Viola
Cristiano Lourenço
Deto Montenegro
Gabriel D Lazzari
Henrique Fernandes
João Vitor de Paiva Bittencourt
Luiza Godoi
Marcelo Naz
Marcos Contreras
Phil Miler
Rafaela Fontanetti
Rita Pokk
Samanta Quadrado
Thogun Teixeira
Participação Especial: Fafy Siqueira
FICHA TÉCNICA
Produção: Rafael Yoshida e Marcelo Galvão
Produtora Associada: Aleksandra Zakartchouk
Produção Executiva de Desenvolvimento: Cláudia da Natividade e Mario Peixoto
Diretora de Produção: Taty Behar
Produção de Elenco: Neusa Romano e Andreia Cosenza
Figurino: Carol Scortegagna
Maquiagem: Val Oliveira
Direção de Arte: Zenor Ribas
Direção de Fotografia: Rodrigo Tavares, AIP e Eduardo Makino
Som Direto: Gabriela Bervian
Desenho de Som e Mixagem: Pedro Lima
Música Original: Ed Côrtes
Montagem: Marcelo Galvão
Produção Executiva: Marçal Souza e Rafael Yoshida
Direção e Roteiro: Marcelo Galvão
Distribuição: H2O Films
Uma Produção Gatacine em Coprodução com Globo Filmes
MARCELO GALVÃO | Diretor
Marcelo Galvão (1973) é cineasta, roteirista e produtor nascido no Rio de Janeiro e fundador da produtora Gatacine. Graduado em Publicidade pela FAAP e com estudos na New York Film Academy, iniciou a carreira em agências de publicidade antes de ingressar no setor cinematográfico. Dirigiu longas-metragens como “Quarta B” (2005), eleito Melhor Filme Brasileiro na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, e “Colegas” (2012), obra que recebeu o prêmio de Melhor Filme no Festival de Gramado. Sua filmografia inclui “A Despedida” (2014), pelo qual ganhou o prêmio de Melhor Diretor também no Festival de Gramado, “O Matador” (2017), o primeiro filme original brasileiro distribuído pela Netflix, e a sequência de “Colegas”, “Colegas e o Herdeiro”.
Entrevista com Marcelo Galvão
Mais de uma década depois de “Colegas” (2012), filme que conquistou o público, recebeu o Kikito de Ouro de Melhor Filme no Festival de Gramado e se tornou um marco do cinema inclusivo, Marcelo Galvão retorna ao universo dos personagens com “Colegas e o Herdeiro”. O novo longa amplia a aventura iniciada no primeiro filme e reúne um elenco ainda mais diverso, com atores com síndrome de Down, autismo, síndrome de Williams e outras deficiências intelectuais. Diretor, roteirista e produtor, Galvão construiu uma filmografia marcada por diferentes gêneros e por projetos que transitam entre o cinema autoral e o grande público. Além de “Colegas”, dirigiu filmes como “Quarta B”, “A Despedida” e “O Matador”, primeiro filme original brasileiro distribuído pela Netflix.
Em “Colegas e o Herdeiro”, o cineasta volta a trabalhar com Ariel Goldenberg, Breno Viola e Rita Pokk, protagonistas do longa original, ao mesmo tempo em que apresenta novos talentos e amplia o espaço destinado a atores com deficiência. O resultado é uma aventura que passa pelo Brasil e Uruguai, com direito a avião de carga, disputa por uma herança, contrabandistas e um misterioso hotel.
Nesta entrevista, Marcelo Galvão fala sobre o processo de seleção do elenco, os aprendizados de mais de uma década trabalhando com inclusão, os desafios de produzir uma sequência de um filme tão premiado e a responsabilidade de abrir espaço para novos talentos. O diretor também revela detalhes da construção visual do longa, das locações e da homenagem a Marçal Souza, produtor executivo com deficiência visual que faleceu pouco antes do início das filmagens.
Como foi o processo de casting para essa sequência em comparação ao filme original?
Abrimos um casting em todo o Brasil, buscando pessoas com deficiência intelectual para atuar no filme, não apenas atores e atrizes com síndrome de Down. Desde o início, deixei claro que, mesmo aqueles que não fossem escolhidos para os papéis principais, poderiam participar do filme, caso tivessem interesse.
Foi assim que construímos um elenco tão diverso, com mais de 70 jovens com diferentes deficiências intelectuais em papéis coadjuvantes. Os testes foram realizados presencialmente em São Paulo e, para candidatos de outras cidades, de forma on-line. Fiz questão de dirigir pessoalmente cada um deles.
Foi um momento inesquecível, no qual conheci pessoas extremamente talentosas. Muitas, por diferentes motivos, não puderam participar do filme, mas se tornaram grandes amigas e continuam fazendo parte da minha vida.
Que aprendizados do primeiro filme guiaram as adaptações de produção (no set, nos ensaios, no roteiro) para acomodar e potencializar esse elenco ainda mais diverso?
Acredito que, por já conviver com pessoas com síndrome de Down desde muito antes do primeiro “Colegas”, não houve um aprendizado específico relacionado ao fato de trabalhar com atores e atrizes com deficiência intelectual. O tratamento sempre foi o mesmo que tenho com qualquer ator: respeito, disposição para ouvir, clareza ao explicar os objetivos de cada cena e responsabilidade ao estabelecer os deveres e compromissos de todos.
Talvez essa seja a principal lição: tratar cada pessoa com o mesmo respeito e profissionalismo, independentemente de suas deficiências ou limitações. Foi assim que sempre trabalhei.
O primeiro “Colegas” se tornou um marco do cinema inclusivo brasileiro. Mais de uma década depois, qual foi o maior desafio de fazer uma continuação que honrasse esse legado e, ao mesmo tempo, apresentasse algo novo ao público?
Colegas é a comédia mais premiada do cinema nacional e superar essa marca seria um desafio enorme. Por isso, meu objetivo com Colegas e o Herdeiro foi outro: mostrar que encontrar Breno, Rita e Ariel, protagonistas do primeiro filme, não foi apenas sorte. Existem muitos atores e atrizes com deficiência extremamente talentosos, que merecem espaço e oportunidades na arte. Por essa razão, “Colegas e o Herdeiro” reúne um elenco ainda mais diverso, com atores com síndrome de Down, autismo e síndrome de Williams. Nesta nova aventura, temos vários protagonistas, cada um com suas particularidades e seu talento, capazes de fazer o público rir, se emocionar e torcer por eles.
O filme foi rodado no Rio Grande do Sul e no Uruguai, com uma narrativa que envolve fuga, viagem clandestina e até um avião de carga. Como esse formato de road movie internacional trouxe desafios de produção diferentes dos enfrentados no primeiro ‘Colegas’, que tinha uma estrutura mais contida?
O primeiro filme também tem a dinâmica de um road movie internacional, já que os protagonistas chegam até a Argentina, onde acabam presos por uma força especial da polícia. Por isso, acredito que o maior desafio de Colegas e o Herdeiro tenha sido preservar toda a grandiosidade do universo de Colegas com um orçamento ainda menor do que o do longa original, rodado há mais de 14 anos.
Foi daí que surgiu a ideia de adotar uma linguagem visual inspirada nos filmes de Wes Anderson, com planos grandiosos e bem compostos, lentes abertas e poucos movimentos de câmera. Essa escolha também contribuiu para uma narrativa mais clara e objetiva, ajudando-nos a contar, de forma lúdica e envolvente, essa nova aventura.
Há alguma cena ou locação que foi particularmente marcante ou desafiadora de filmar?
O hotel foi uma locação particularmente desafiadora, pois precisávamos transmitir a sensação de um lugar grandioso, único e surpreendente. Para construir esse universo, combinamos diferentes locações e ambientes de estúdio: filmamos as cenas externas em Punta del Este, utilizamos locações e estúdios em Porto Alegre para os interiores e também rodamos em um parque aquático de uma cidade gaúcha próxima à capital. A união desses espaços tão distintos nos permitiu criar o hotel que o público vê no filme como se fosse um único lugar.
A produção presta homenagem a Marçal Souza, que faleceu pouco antes das filmagens, e o filme carrega o peso de ser sequência de uma obra tão premiada e simbólica para o cinema inclusivo brasileiro. Como foi equilibrar essa responsabilidade de honrar o legado de ‘Colegas’ e ao mesmo tempo contar uma história nova e mais ousada, tanto emocionalmente quanto criativamente?
Era, de fato, uma responsabilidade muito grande. Por isso, em vez de tentar superar “Colegas” artisticamente ou repetir sua trajetória nos festivais, preferi concentrar meus esforços em valorizar a diversidade desse elenco extraordinário de jovens com deficiência.
Buscamos construir uma narrativa que envolvesse o público e revelasse o talento de cada um deles, justamente em suas diferenças e particularidades. Acredito que conseguimos dar um passo além do primeiro filme ao mostrar que existem muitos atores e atrizes com deficiência capazes de fazer o público rir, chorar, se emocionar e torcer por eles. O que falta não é talento, mas oportunidade.
SOBRE O ELENCO E OS PERSONAGENS
ARIEL GOLDENBERG | Stallone
Convencido de que é o legítimo herdeiro de um hotel, Stallone inicia a história confiante, poderoso e disposto a acertar as contas com o passado. Bon vivant e cheio de atitude, sua jornada, porém, revela um lado mais sensível: aos poucos, deixa de ser tão competitivo com seu “rival” Magrelo, criando laços de afeto e empatia.
Ariel Goldenberg é um ator brasileiro, natural de São Paulo. Atualmente, com 45 anos de idade, Ariel tem mais de 25 anos de carreira e conquistou sucesso com o filme “Colegas”, do diretor Marcelo Galvão. Com o lançamento do filme, Ariel, que tem como ídolo o ator Sean Penn, iniciou uma campanha nas redes sociais com o objetivo de trazer o astro estadunidense para a estreia do filme. Sean Penn não pode vir, mas com o sucesso da campanha, o ator recebeu Ariel em sua casa em Los Angeles. Ariel recebeu um Kikito (prêmio do festival de Gramado) por sua atuação no filme “Colegas”.
O ator fez curso de roteirista na Academia Brasileira de Cinema. Sua trajetória inclui peças de teatro como “Up” da Oficina dos Menestréis, “O Reizinho Mandão” e “Ele e Suas Irmãs”, além de diversos filmes, entre eles “Colegas”, “Colegas e o Herdeiro” e “Oficina do Diabo”. Também fez séries como “Carga Pesada”, onde contracenou com grandes nomes da teledramaturgia como Stênio Garcia e Antônio Fagundes, além de novelas de sucesso como “Chiquititas”. Ariel sempre utilizou sua visibilidade para defender o protagonismo e a inclusão de pessoas com deficiência no meio audiovisual.
BRENO VIOLA | Márcio
Funcionário de um aeroclube, Márcio é distraído e avoado. Embora conviva com algumas inseguranças, nunca deixa de sonhar alto. Mesmo ouvindo que jamais conseguiria se tornar piloto, decide correr atrás do próprio sonho e prova que determinação pode levar muito mais longe do que qualquer obstáculo.
Referência na luta das pessoas com síndrome de Down, Breno Viola, 45 anos, é ator, judoca, apresentador e palestrante. Pioneiro em diversas frentes, o carioca coleciona conquistas. É uma das estrelas do filme “Colegas” (2012), de Marcelo Galvão, pelo qual conquistou o Prêmio Especial do Júri no Festival de Gramado, ao lado dos outros dois protagonistas. Agora segue em “Colegas e o Herdeiro” (2026), como o personagem Marcio.
Também participou do documentário “Três vidas e um sonho” (2022), de Galvão. Apresentou o quadro “Qual é a diferença?” (2015), no Fantástico, da Globo, ao lado de Drauzio Varella. Foi o primeiro atleta com síndrome de Down nas Américas a conquistar a faixa preta de judô, em 2002. Foi instrutor e auxiliar-técnico no Instituto Reação, no Rio. Como ativista, representou o Brasil na sede da ONU, em Nova York, em 2013, no Dia Internacional da Síndrome de Down, entre outros eventos.
GABRIEL DELIBERALI LAZZARI | Igor
Metido a valentão e com espírito de liderança, Igor gosta de demonstrar coragem – apesar do medo de borboleta. Bem-humorado, arranca risos da plateia com seu sotaque “portunhol” ao tentar se comunicar com os vilões do filme. Ele também revela um lado afetuoso ao longo da história. Sua relação com Letícia evolui entre provocações e cumplicidade, culminando em um romance no fim da aventura.
Bacharel em Educação Física e palestrante. É ator e interpretou Igor, um dos protagonistas do filme “Colegas e o Herdeiro”, do qual é Embaixador no Rio Grande do Sul. Também é Autodefensor pela Região Sul da FBASD – Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, com formação em Advocacy pela FBASD. Tem participação ativa nas demandas associativas e é membro da diretoria da AFAD – Associação dos Familiares e Amigos do Down de Porto Alegre, atuando como Relações Públicas. Já palestrou em seminários e na comemoração dos 30 anos da Declaração de Salamanca. Formações: Oratória, Interpretação e Italiano.
HENRIQUE FERNANDES | Magrelo
Fiel, dedicado e trabalhador, Magrelo cresceu no hotel do Uruguai, onde foi acolhido pelo Almirante Queiroz, antigo proprietário do lugar. Conhece cada funcionário e cada detalhe do estabelecimento, tornando-se o verdadeiro coração daquele espaço. Depois de ser injustiçado por Stallone e Aninha, se afasta dos afazeres que sempre dominou. Apesar de ter dificuldade para se comunicar verbalmente, encontra outras formas de expressar o que sente e, ao escolher o perdão, salva o hotel e conquista o lugar que sempre foi seu.
Henrique Fernandes tem 20 anos e é um ator negro, autista e paulistano. Aos 17 anos, participou de seu primeiro longa-metragem, “Colegas e o Herdeiro”. Faz parte da Oficina dos Menestréis desde 2018, atuando em espetáculos como “A Mansão de Miss Jane” e “A Sétima Arte”. Recentemente, integrou o elenco do filme “Sins of the Silent Farm”, nova produção internacional do diretor Marcelo Galvão. A atuação é a forma que encontrou de se expressar, superar desafios e dar vida a histórias que emocionam, conectam e inspiram as pessoas. Acredita no poder da arte como ferramenta de inclusão, representatividade e transformação.
JOÃO VITOR DE PAIVA | Duda
Corajoso, organizado e com espírito de liderança, Duda costuma estar à frente dos planos da turma. Mas, quando o assunto é Fernanda, sua confiança desaparece: apesar de gostar dela, tem medo de revelar seus sentimentos. Na tentativa de ajudá-la a superar o medo do escuro, cria planos que acabam não saindo como esperado e deixam Fernanda magoada.
João Vitor de Paiva é ator, influenciador digital, educador físico, palestrante e modelo. Com síndrome de Down, interpreta Duda, um dos protagonistas de “Colegas e o Herdeiro” e par romântico da personagem Fernanda.
Conhecido nas redes sociais como @jvdepaiva, soma mais de 1 milhão de seguidores entre Instagram e TikTok. É Jovem Ativista do UNICEF e integra o seleto grupo de 100 lideranças jovens globais da organização (um dos cinco brasileiros escolhidos). Também é o primeiro estudante com trissomia do cromossomo 21 (T21) a se graduar no curso de Educação Física da PUC Goiás e foi eleito o Melhor Influenciador Brasileiro na categoria Diversidade e Inclusão no Prêmio iBest 2024. Por meio de seu trabalho, atua na promoção dos direitos das pessoas com deficiência e da inclusão no Brasil.
LUIZA GODOI | Letícia
Aventureira, corajosa, espontânea e bem-humorada, Letícia nunca pensa duas vezes antes de agir. Foi a primeira a confiar em Márcio quando ele ainda não dominava o avião e também não hesitou em abordar um rapaz em uma balada, no Uruguai. Entre brincadeiras e provocações com Igor, por quem nutre um interesse especial, ela conquista a todos com sua personalidade divertida e destemida, sendo sempre a primeira a topar um desafio.
Luiza Godoi é publicitária, influenciadora digital, atriz, palestrante, escritora, roteirista e diretora de cinema. No filme “Colegas e o Herdeiro”, interpreta a personagem Letícia, uma das protagonistas da história. Também é embaixadora das pessoas com deficiência física e intelectual da Defensoria Pública do Estado do Paraná. Também é integrante da Associação DownLoAd, de Apucarana (PR), e autodefensora pelo Paraná. Utiliza a comunicação, as redes sociais e o cinema para promover acessibilidade, representatividade e conscientização.
RAFAELA FONTANETTI | Fernanda
Corajosa e determinada, Fernanda enfrenta um medo que a acompanha desde a morte da mãe: o escuro. Apesar de muitas vezes demonstrar mais coragem do que os próprios meninos, é justamente esse temor que coloca sua força à prova. Durante a viagem ao Uruguai, ela precisa encarar a escuridão para encontrar Duda, por quem é apaixonada, mostrando que o amor também pode ser uma força para superar seus medos.
Rafaela Fontanetti tem 23 anos e é atriz protagonista do longa-metragem “Colegas e o Herdeiro”. Estudante do terceiro ano de Artes Cênicas na Escola de Atores Wolf Maya, também é influenciadora digital, atleta de nado artístico adaptado e palestrante de diversidade e inclusão. Nas redes sociais (@rafafonta1), encanta seus “morangos”, como carinhosamente apelida seus seguidores. Com alegria, autenticidade e leveza, Rafa mostra que as pessoas com T21 podem estudar, trabalhar, viver um grande amor, ter autonomia, conquistar todos seus sonhos e incentiva pais, familiares e profissionais a acreditarem nas pessoas com deficiência.
RITA POKK | Aninha
Romântica e sonhadora, Aninha sempre imaginou o dia em que se casaria. Depois da morte da mãe, vai morar no Uruguai com Stallone, seu grande amor, acreditando que ele é o legítimo herdeiro de um hotel. Apesar de aproveitar as regalias da nova vida, sente falta dos amigos que deixou no Brasil e é ela quem envia a carta que dá início à aventura, enquanto aprende a rever seus julgamentos sobre Magrelo.
Rita Pokk é atriz e palestrante, reconhecida por sua marcante trajetória na diversidade e inclusão no cinema brasileiro, construída em grande parte em parceria com o cineasta Marcelo Galvão. Sob sua direção, Rita protagonizou o aclamado Colegas — papel que lhe rendeu o Kikito de Prêmio Especial do Júri no Festival de Gramado (2012) — , além de ter atuado nos longas-metragens Colegas e o Herdeiro, Sins of the Silent Farm, Três Vidas e Um Sonho e no curta-metragem Ouija. Sua carreira inclui ainda o documentário Do Luto à Luta e as novelas Chiquititas e Jamais Te Esquecerei. Fora das telas, trabalha na área de suporte operacional da Drogasil e ministra palestras inspiradoras sobre sua experiência com cinema inclusivo.
H2O FILMS | Distribuidora
Fundada em 2012, a H2O Films é uma distribuidora brasileira que já lançou mais de 80 títulos de gêneros que vão do documentário musical às comédias populares, passando por filmes de família e de arte. Entre eles estão: “Cássia Eller”, de Paulo Henrique Fontenelle, um dos documentários mais bem-sucedidos de mercado e de crítica; “Vai Que Cola – O Filme”, a maior bilheteria de abertura nacional de 2015 com mais de 3,2 milhões de espectadores; a franquia protagonizada por Marcus Majella, “Um Tio Quase Perfeito” e “Um Tio Quase Perfeito 2”; o show “Roberto Carlos em Jerusalém 3D” que fez mais de 70 mil de público; o último filme do mestre Cacá Diegues, “O Grande Circo Místico”, indicado pelo Brasil a concorrer a uma vaga ao Oscar em 2019. Outros títulos de destaque são “Pérola”, de Murilo Benício; “Ó Paí, Ó 2″, com Lázaro Ramos e grande elenco; “Virgínia e Adelaide”, de Jorge Furtado e Yasmim Thayná; “Aumenta que é rock’n’roll”, de Tomás Portella, que foi o grande vencedor da 27ª edição do Festival de Cinema Brasileiro de Paris, conquistando o Troféu Jangada de Melhor Filme e o Prêmio do Júri Jovem. Já o “O Auto da Compadecida 2”, de Flávia Lacerda e Guel Arraes, se consagrou como a maior estreia de um filme brasileiro em 2024 e levou mais de 4,3 milhões de pessoas aos cinemas brasileiros.
GLOBO FILMES | Coprodutora
Há mais de 25 anos, a Globo Filmes constrói parcerias que impulsionam o audiovisual brasileiro, levando grandes histórias nacionais ao público de todas as gerações. Desde 1998, atua como a maior coprodutora e uma das principais investidoras do cinema nacional, com mais de 560 títulos lançados e mais de 270 milhões de espectadores acumulados nas salas de cinema.
O portfólio da Globo Filmes reúne produções que marcaram o cinema brasileiro. Entre os sucessos de público estão “Minha Mãe é uma Peça 3” e “Tropa de Elite 2”, ambos com mais de 11 milhões de espectadores, e grandes bilheterias recentes como “Minha Irmã e Eu”, “Os Farofeiros 2” e “Vitória”. A trajetória inclui ainda obras aclamadas pela crítica dentro e fora do país, como “2 Filhos de Francisco”, “Carandiru”, “Cidade de Deus” (quatro indicações ao Oscar) e “Bacurau” (Prêmio do Júri em Cannes). Mais recentemente, títulos como “O Último Azul” (vencedor do Urso de Prata na Berlinale) e “Manas” (GDA Director’s Award no Festival de Veneza) reforçam a diversidade e a potência das narrativas nacionais.
A Globo Filmes segue acreditando na força das salas de cinema e no impacto das boas histórias. Com foco na qualidade artística e na pluralidade de conteúdos, leva ao público o melhor do cinema brasileiro nos mais variados gêneros.
GATACINE | Produtora
É uma produtora audiovisual fundada em 2001 pelo cineasta Marcelo Galvão, com mais de 100 prêmios conquistados em festivais de cinema no Brasil e no exterior. Reconhecida por projetos com impacto social, já produziu diversos longas-metragens, entre eles “Colegas”, “A Despedida”, “O Matador” e “Quarta B”.






