
A Expofavela consolida-se, mais uma vez, como um dos principais encontros de inovação, cultura e empreendedorismo das periferias do país. Idealizada pelo empreendedor social Celso Athayde, a iniciativa reafirma seu compromisso com a valorização de talentos, o fortalecimento de narrativas periféricas e a construção de pontes reais entre a favela e o mercado.
Em 2026, o evento marca um novo capítulo em sua trajetória ao realizar, pela primeira vez, uma edição no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. O espaço simbólico, voltado à ciência, inovação e futuro, dialoga diretamente com a proposta da Expofavela: projetar soluções e oportunidades a partir das periferias brasileiras.

Com uma programação diversa e potente, a edição reuniu lideranças, artistas, empreendedores e agentes de transformação social, ampliando ainda mais o impacto do evento. As atividades abordaram desde negócios e inovação até cultura, educação e políticas públicas, refletindo os desafios e as soluções que emergem dos territórios periféricos.
Um dos destaques foi a mesa dedicada ao protagonismo feminino nas periferias, que reuniu vozes influentes e atuantes na construção de mudanças sociais. Participaram do debate a atriz e diretora Maria Flor, a cantora e ativista Nega Gizza, a influenciadora Pitel e a pedagoga, gestora cultural e especialista em políticas públicas inclusivas Fabiana Silva de Souza.
Durante o encontro, foram debatidos temas como inclusão social, letramento racial, políticas públicas inclusivas e o papel das mulheres periféricas na construção de novas narrativas. Em um diálogo marcado por autenticidade e vivência, as participantes destacaram a importância da ocupação de espaços de decisão e da ampliação de vozes historicamente silenciadas.

A mesa reforçou uma mensagem central do evento: a periferia não é apenas cenário, mas um território de inovação, resistência e protagonismo. É nesses espaços que mulheres constroem caminhos, lideram processos e transformam realidades diariamente.
Mais do que um evento, a Expofavela reafirma-se como um movimento que impulsiona sonhos, fortalece identidades e projeta o futuro a partir da potência que nasce nas margens — e que, cada vez mais, ocupa o centro das decisões no Brasil.






