
Os portões do Museu do Amanhã foram abertos na manhã deste sábado para receber o público no primeiro dia da etapa mundial do Fórum Mundial das Favelas, iniciativa da Central Única das Favelas que reúne lideranças de cerca de 100 países em torno da construção e validação dos Objetivos Globais das Favelas (OGFs).
Após uma semana de imersões em territórios do Rio de Janeiro, o Fórum chega ao seu momento central, trazendo para o palco do Museu do Amanhã debates globais sobre desenvolvimento social, economia, consumo, juventude, mulheres, parcerias estratégicas e o papel das empresas no futuro das favelas ao redor do mundo.


A programação deste sábado marca o início oficial das discussões abertas ao público, com painéis que conectam experiências locais a desafios globais, sempre a partir da perspectiva das periferias e favelas como territórios de solução, inovação e liderança.
A agenda do dia começa às 10h40 com o painel “Economia de favela, consumo digital e sustentabilidade”, seguido, às 11h30, pelo debate “Defesa do consumidor nas periferias globais”, que aborda direitos, acesso à informação e políticas públicas em diferentes países.
Às 12h20, o painel “Integração Latino-Americana: quando comunidades e lideranças constroem pontes” promove um diálogo entre representantes da Argentina, Uruguai, Peru e Colômbia, reforçando a importância da cooperação regional entre territórios populares.
No período da tarde, a programação retoma às 14h com “Investimento Social Estratégico: o poder das empresas no futuro das favelas”, discutindo o papel do setor privado na geração de impacto social real. Às 14h50, o foco se volta para jovens e mulheres como lideranças de transformação, com relatos de experiências da África e da diáspora.
Encerrando o primeiro dia, às 16h, o painel “Como as favelas podem ativar e sustentar parcerias com grandes empresas” reúne lideranças do setor empresarial e do movimento social para discutir caminhos concretos de cooperação, escala e sustentabilidade.
Para Celso Athayde, fundador da CUFA e idealizador do Fórum, a abertura da etapa mundial simboliza o reconhecimento internacional do protagonismo das favelas. “Levar essa agenda para o Museu do Amanhã é mostrar que as favelas não falam
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apenas do presente, mas constroem caminhos para o futuro, com propostas, dados e soluções próprias”, destaca.
Já Marcus Vinícius Athayde, coordenador e CEO do Fórum Mundial das Favelas, reforça que o sábado marca o início da consolidação desse processo. “Tudo o que está sendo debatido aqui hoje é fruto de um ano inteiro de escutas, encontros e construções em dezenas de países. O que acontece neste sábado é a materialização de uma agenda global feita pelas favelas e para as favelas”, afirma.
A programação segue neste sábado ao longo do dia no Museu do Amanhã, com acesso do público às atividades e participação de lideranças internacionais, representantes do poder público, empresas e organizações da sociedade civil.
O Fórum Mundial das Favelas 2025 é uma realização da Favela Holding, com produção da InFavela e parceria social da CUFA Global. O evento conta com apoio do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), do Museu do Amanhã e da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro (SMC-RJ).
A promoção é da TV Globo, Eletromidia, FM O Dia, OnBus e Comunidade Door.
A cooperação é da UNESCO, e o apoio institucional é do Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON), do PROCON-RJ, da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI) e da FAPERJ.




